Meu bem querer
Um coração cigano que lê a sorte nos teus olhos.
Maria
A chaleira
No fogo de chão se esquenta a chaleira para fazer o chimarrão.
Meu avô faz o fogo com muita lenha e graveto, depois que o fogo está pronto bota a carne no espeto.
Quando o churrasco fica pronto ele chama a piazada para saborear com gosto a carne que já está picada.
Assim é a vida do gaúcho. Cuida o gado no campo, o cavalo na cocheira e o cusco baio faceiro que espera na porteira.
Quando o dia vai findando, é também o fim da lida.
A noite é curta e esperta, o novo dia que aponta já traz na luz e no calor, mais uma luta e labor e o gaúcho segue a vida.
Querida
Como te quero minha linda linda, cheiras a flor de vales inocentes.
serás pra sempre minha querida,
Minha neta, rosa em botão.
Na busca do sonho
Arrumei a mala, enchi de sonhos.
Arrumei a casa, deixei pronta...
Perfumei o corpo inteiro
Para achar teu paradeiro.
Não fui, não fomos, erramos o caminho.
Desfiz tudo com carinho.
Mandei guardar os meus sonhos na mala grande da saudade.
Chorei ausência, enxuguei o pranto.
Chorei sozinha quieta no meu canto.
Deixei pra logo todos afazeres
Deixei rolar a vida sem prazeres.
Mas vai chegar o dia que espero.
Vou refazer tudo outra vez.
Vou caminhar um caminho seguro.
Com mais certezas do que tenho agora.
Pegarei a mala. Irei embora.
Bem querer
Doce sabor de fruto maduro
Doce olhar de bem querer
Doces tardes de final de verão
Doce coração que se perdeu na solidão.
Quero plantar flores no outono
Quero cantar teu canto cheio de encanto.
Deixa te cuidar no inverno, te aquecerei.
Deixa beijar teu rosto para saber que nunca te esquecerei.
Vem a mim, me faz feliz nos dias mais escuros.
Vem, te preciso meu porto seguro.
Te quero todas as horas, mesmo quando dormes.
E quando a primavera chegar.
Te cobrirei de flores.
Te falarei de amores.
Te amarei como sempre e até quando não queiras mais amar.

