Maria

Maria
20:55

Meu bem querer


                                             Meu bem querer

    Meu bem querer tem cheiro de flor do campo, me seduz com           seus encantos nas noites enluaradas.
    Seus cabelos, noite escura, tenta esconder a candura de seu olhar     encantado.
    Sua voz suave e quente, me salva das incertezas e me faz ver a         pureza  de um amor tão esperado.
    Bem queria eu que a vida, fosse sempre essa alegria, muitas             cores e enfeites de teu vestido bordado.

   Queria meu bem querer, que o tempo não passasse, que o inverno    não matasse essa rosa em botão.
   Seria então eu feliz, nas eternas primaveras, colhendo as flores do    campo e te tendo para mim.
   Bendita seria a vida, dia a dia te  amando,te acolhendo em meus      braços, bem perto do coração.
   As noites seriam lindas, os dias ensolarados e ter meus lábios          beijados por teus lábios de carmim.

   Mas o tempo bem querer, escreveu em curtas linhas, que uma          tarde de inverno te levaria de mim.
   Que triste meu bem querer, ver nossos sonhos jogados, mal              carpidos atirados,como folhas de capim.
   Mas deixa que o tempo passe, que a vida siga serena, pois tua          pele morena deixastes presa em mim.
   Não irás e não irei, para pagos tão distantes, se a vida é feita de        instantes, te espero e te vejo em uma flor de jasmim.

  E assim o tempo se foi ,sumindo que nem fumaça, não tinha vinho   nem taça que alegrasse meu viver.
  Mas o amor, esse amor que era só nosso, ainda está vivo, sei que     posso, ou talvez eu poderia.
  Pegarei minha estrada, que leva a qualquer lugar, não sei se vou       rir, ou chorar, mas preciso reviver.
  Te acharei meu bem  querer, com todos os teus perfumes e luzes     de vaga-lumes,alumiarão meu caminho,
  Pois chega de andar sozinho, me espera meu bem querer, junto ao   sol do meio dia.
  

   
   

   

20:00

A chaleira

                                                         A chaleira
   No fogo de chão se esquenta a chaleira para fazer o chimarrão.
   Meu avô faz o fogo com muita lenha e graveto, depois que o fogo    está pronto bota a carne no espeto.
   Quando o churrasco fica pronto ele chama a piazada para                  saborear com gosto a carne que já está picada.
   Assim é a vida do gaúcho. Cuida o gado no campo, o cavalo na        cocheira e o cusco baio faceiro que espera na porteira.
   Quando o dia vai findando, é também o fim da lida.
   A noite é curta e esperta, o novo dia que aponta já traz na luz e no    calor, mais uma luta e labor e o gaúcho segue a vida.