Cruzei pelas mesmas pedras de todos os dias.
Vi pedaços e cacos de coisas perdidas.
Deixei o meu olhar parar e ver o quanto custa ser:
Alegre neste mundo corrompido, ferir os pés em seu próprio perigo,
sorrir além dos sonhos já perdidos e caminhar e ainda ver a beleza das folhas douradas pelo outono.
O que será que leva a vida em frente deste jeito? Meu medo sou eu,
e as pedras são da rua e a noite é fria e nua.
Solidão, amiga dos andantes, ausente nos amantes.
Anjos, eles sim, cruzam minha vida, e mesmo que sofrida neles tenho guarida.
anjos da minha rua, da minha vida, de todos os dias que vão amanhecer e anoitecer, anjos dos meus sonhos, venham a mim.

