Teu sofrer
O frio congelante do inverno sulino se arrasta barrento pela estrada.
Te fostes do pago, quase sem abrigo, contando com o brilho de nova morada.
De mim te apartastes feito ventania, mas levavas tristeza no olhar.
Deixaste no caminho o que mais querias e sei que é tarde para voltar.
Se sofres por amores, são dores da alma, se sofres de pesar
não chego a sentir pena.
Quem vai na invernada contra a ventania, sabia que deixava alguém a sofrer.
Que sofras com os sonhos e grandes pesadelos o gelo que ficou neste lugar.
Que chores as lágrimas de um inverno inteiro, nem todo teu pranto irá apagar.
Sofrerás pela casa vazia, ou pelo tudo que tens e não te satisfaz.
O teu sofrer me dá alegria, na dor que faz um amor terminar.
Um coração cigano que lê a sorte nos teus olhos.
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Maria
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