Janela do mundo
Em meio ao certo incerto e confuso.
Parado ou correndo pelas avenidas da vida.
Mesmo que não acredites, embora nem queiras perceber.
Sempre há uma janela no meio do mundo e por ela estendes a mão em busca de uma flor.
De um pouco de vida que insistes em dizer estar morta.
Na janela do mundo tu és o único espiante que olha para dentro de si e fecha os olhos indignado com a contradição do seu eu.
Janela aberta sempre que houver brisa humana.
Mão estendida para apanhar em que seja uma pétala da vida.
Roubada e carregada pelas ruas dos homens.
Mas suspensa em asas de pássaros e céu de estrelas.


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