A volta do pássaro
Quantos caminhos andei neste voo livre?
Nem vi o tempo passar, não percebi as estações, não dormi as noites e vi o sol sempre igual.
Voar, voar , era minha vida. Passei por lugares que nem lembro, como pareciam alegres os novos jardins!
Mas vieram as noites inevitáveis, os temporais, lembrei que podia voltar, que havia alguém a me esperar.
Voltei, o caminho parecia mais longo, ja conhecia tudo, nada me alegrava a não ser a vontade de chegar...
Mas não tinha noção do tempo que havia passado.
Cheguei, gritei teu nome, mas o vazio não me respondeu.
-Pensei no que falavas, que me esperarias.
Lembrei das rosas azuis além do horizonte e tive a certeza que queria te encontrar.
Alcei um voo cansado, mas tuas mãos abriam caminho contra o vento.
Teus olhos eram faróis na noite e muito longe avistei as rosas azuis...
Eu estava no caminho certo, tu me esperavas, onde mãos e asas se confundem e não tem limites para este pássaro sonhador.
Um coração cigano que lê a sorte nos teus olhos.
Maria
20:24
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